Roger Vivier

Durante seis décadas Roger Vivier criou modelos que redefiniram conceitos sobre sapatos. Suas criações decorativas e alegres possuem todo o charme dos modelos do século 18, mas pertencem ao nosso tempo.

Vivier estudou escultura na École des Beaux-Arts de Paris. Em 1937 abriu seu próprio atelier e começou a desenhar coleções para grifes de renome internacional como I. Miller, Delman, Bally e Rayne.

Ele entrou para a casa Dior em 1953, tendo os seus 10 anos de colaboração com o grande costureiro marcado uma época de ouro na moda do calçado.

Em geral, a parte visualmente mais atraente de um sapato de Vivier é um salto inovador, que ganha o nome da forma que evoca: vírgula, rolo, bola, agulha, pirâmide ou caracol. Para Marlene Dietrich, Roger Vivier criou um salto alto delgado cuja ponta atravessava uma bola de pedras falsas. Os seus saltos vírgula continuam a ser fabricados em liga de alumínio ultraleve.

A linha é o que dá vida aos sapatos de Vivier, bem como aquilo que desenha em primeiro lugar, utilizando maquetes de papel como modelos. A imaginação e os ornamentos vêm depois, não sendo de estranhar que um salto seja decorado com um tufo de penas ou um bordado de pérolas.

Ao longo dos anos Roger Vivier desenhou calçados para celebridades como Josephine Baker, Jeanne Moreau, Catherine Deneuve e os Beatles.

“Os meus sapatos são esculturas. São criações tipicamente francesas, uma alquimia parisiense de moda”, afirmou Vivier.